O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Goiás) vai destinar R$ 29,9 milhões para a compra da produção de 2.015 agricultores familiares em 183 municípios goianos. O resultado final foi divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater Goiás e a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).

O PAA Goiás tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar, promover a segurança alimentar e fomentar a economia rural por meio da aquisição direta de alimentos produzidos pelos agricultores, destinados a entidades socioassistenciais cadastradas na OVG e a centros de apoio, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Nesta edição, o programa recebeu 3.126 propostas pela Plataforma PAA Goiás. Após análise e ajustes no ranqueamento final, 2.015 propostas foram classificadas para fornecimento e 827 permaneceram em cadastro reserva, respeitando critérios de pontuação, ordem de prioridade e correções identificadas ao longo do processo.

Análise dos recursos

Após a divulgação do resultado preliminar, a Comissão Especial do PAA Goiás analisou 239 recursos administrativos protocolados pelos produtores. Deste total, 67 foram deferidos e 172 indeferidos, conforme os critérios estabelecidos no edital. O procedimento garantiu a transparência e a conformidade das etapas, respeitando o princípio da ampla defesa e do contraditório.

Titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende destaca que o programa reforça o compromisso do Governo de Goiás com o fortalecimento do campo e a inclusão produtiva. “O PAA Goiás consolida um modelo eficiente de política pública, que valoriza a produção local e leva alimentos de qualidade para quem mais precisa. A cada edição, conseguimos alcançar mais municípios e garantir que o recurso público chegue a quem realmente produz no meio rural”, afirma.

A superintendente de Produção Rural da Seapa, Patrícia Honorato, destaca a importância da etapa final do processo. “Com o resultado final homologado, avançamos para a fase de execução, garantindo que os produtores comercializem de forma segura e que a população tenha acesso a alimentos de qualidade e de origem familiar”, afirma.