Ao lado de outros governadores, goiano discutiu três projetos de lei contra facções em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Estados defendem um debate mais aprofundado das propostas para garantir maior eficácia no combate ao crime organizado.

O governador Ronaldo Caiado defendeu que o enfrentamento à criminalidade é hoje a principal demanda da sociedade brasileira e o caminho mais efetivo para promover a verdadeira emancipação social. “Nós estamos vivendo em um país onde, hoje, o programa social mais importante é o combate austero ao crime organizado e às facções”, afirmou durante encontro com outros chefes de Executivo e parlamentares. A reunião foi realizada nesta quarta-feira (12/11), em Brasília, e resultou na assinatura do Pacto pela Segurança Pública, entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Caiado afirmou que o endurecimento das políticas de segurança é fundamental para garantir o direito à vida e à liberdade da população. “A melhor política social que você pode ter hoje para o Brasil é um combate muito duro às organizações criminosas. Isso vai fazer com que o país volte a respirar, não viver mais com medo, nem subjugado ao crime”, disse. O governador citou levantamentos que mostram a segurança pública como prioridade para cerca de 80% dos brasileiros e alertou: “Estamos vendo uma deterioração completa do Estado Democrático de Direito e o estado do crime avançando cada vez mais.”

O pacto foi assinado pelos governadores Romeu Zema (Minas Gerais), Jorginho Melo (Santa Catarina), pela vice-governadora do Distrito Federal Celina Leão, além de parlamentares e senadores. O texto afirma que o enfrentamento ao crime organizado deve ser “abrangente, federativo e pluripartidário, construído sobre bases técnicas, fiscais e institucionais sólidas, capazes de proteger a sociedade e fortalecer o papel dos estados no combate às organizações criminosas”. Após a assinatura, os governadores e parlamentares se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e do vice-governador, Daniel Vilela.