“Não vou ficar oferecendo apoio se não querem”.

Essa foi uma das declarações mais contundentes do senador Vanderlan Cardoso durante entrevista coletiva concedida nesta 6ª feira, ao avaliar o cenário político e a possibilidade de compor, ou não, o palanque da base do governador Ronaldo Caiado nas eleições de outubro.

Vanderlan elogiou o desembarque de Caiado no PSD, movimento que busca viabilizar uma candidatura à Presidência da República.

O senador, que também preside o PSD em Goiás, reafirmou que vai disputar o segundo mandato, no entanto observou que o governador já teria definido o desenho do palanque governista.

Daniel Vilela, nome considerado natural da base, será candidato ao governo.

Já a primeira-dama Gracinha Caiado e o deputado federal Gustavo Gayer (PL) foram indicados como os nomes do grupo para a disputa ao Senado.

Articulação

Mesmo diante das declarações de Caiado, Vanderlan afirmou que ainda busca espaço para caminhar com a base governista.

Ele lembrou que sempre defendeu a pré-candidatura de Vilela e que esteve ao lado de Daniel em 2018, quando o então candidato ao governo foi derrotado por Ronaldo Caiado.

Ainda assim, o senador destacou que pode buscar alternativas caso não encontre espaço no palanque governista.

“Se não nos quiserem, tem gente que quer”, afirmou.

Na sequência, reforçou:

“Eu não vou ficar aí oferecendo apoio se não querem”, sublinhou.

Segundo Vanderlan, as conversas com Daniel Vilela seguem em andamento, mas ele ressaltou que as decisões finais passam pelo governador Ronaldo Caiado.

O senador também afirmou já ter recebido convites para filiação, com garantia de candidatura ao Senado, de ao menos 6 partidos.

“Vocês podem se surpreender”, disse, ao avaliar a possibilidade de deixar o PSD.