
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29/04) que respeitou a decisão do Senado após a rejeição de sua indicação ao STF. O ministro declarou que não foi simples enfrentar a reprovação, mas destacou que o Parlamento exerceu prerrogativa constitucional legítima ao deliberar sobre a escolha presidencial.
A votação secreta registrou 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado marcou a primeira rejeição a um nome indicado ao STF por um chefe do Executivo desde 1894.
Após o resultado, Messias ressaltou trajetória no serviço público e afirmou que enfrentou período de desgaste político ao longo do processo de avaliação parlamentar. O ministro também declarou que manteve convicção sobre a legitimidade de sua candidatura ao tribunal.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que caberia ao Senado explicar as razões da rejeição e declarou que o indicado atendia aos requisitos necessários para ocupar vaga na Corte. O governo avaliou que a decisão integrou processo político mais amplo no Congresso Nacional.
Parlamentares interpretaram o resultado como reflexo de mudanças na correlação de forças entre Executivo e Legislativo. A rejeição ocorreu em ambiente de tensão institucional e antecedeu disputas eleitorais previstas para este ano.










