
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou rompida de forma definitiva a relação institucional com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF nesta quarta-feira (29/04). Interlocutores do Palácio do Planalto relataram forte insatisfação com a atuação do senador no processo de votação.
Antes mesmo do resultado, aliados do governo avaliaram que Alcolumbre atuou para consolidar maioria contrária ao indicado presidencial. Relatos indicaram que o senador mencionou possuir cerca de 50 votos pela rejeição, cenário que provocou apreensão entre parlamentares governistas.
Integrantes próximos ao presidente defenderam medidas políticas contra aliados do senador dentro da estrutura federal. Parte desse grupo propôs substituições em cargos ocupados por indicados vinculados ao presidente do Senado.
Setores governistas também passaram a defender atuação eleitoral contra candidatos apoiados por Alcolumbre no Amapá nas eleições de outubro, com objetivo de reduzir influência política do senador no cenário nacional.
Mesmo com temas relevantes sob análise do Senado, como o debate sobre o fim da escala 6×1, aliados presidenciais avaliaram que a tramitação dessas matérias não justificou manutenção de alinhamento político com a presidência da Casa.










