
O rendimento médio mensal dos brasileiros chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam crescimento real de 5,4% em relação ao ano anterior.
Segundo o levantamento, o avanço foi impulsionado principalmente pela melhora do mercado de trabalho e pelo aumento da massa salarial no país. Hoje, cerca de 143 milhões de brasileiros possuem algum tipo de rendimento, seja por trabalho, aposentadoria, pensão ou programas sociais.
O trabalho continua sendo a principal fonte de renda das famílias. A massa de rendimentos proveniente do emprego alcançou R$ 361,7 bilhões por mês em 2025, mantendo uma sequência de crescimento observada desde a recuperação econômica após a pandemia.
Apesar do recorde nacional, os dados mostram que as desigualdades continuam profundas. Pessoas com ensino superior completo receberam, em média, R$ 6.947 mensais, enquanto trabalhadores sem instrução formal tiveram rendimento médio de R$ 1.518.
As diferenças também aparecem nos recortes de raça e gênero. Brasileiros brancos tiveram rendimento médio de R$ 4.577, contra R$ 2.657 entre pessoas pretas e R$ 2.755 entre pardos. Entre homens e mulheres, a diferença salarial permanece significativa: eles receberam, em média, R$ 3.921, enquanto elas ficaram em R$ 3.085.
Regionalmente, o Sul apresentou o maior rendimento domiciliar per capita do país, seguido pelo Centro-Oeste. Norte e Nordeste continuam com os menores valores médios, embora tenham registrado crescimento acima da média nacional nos últimos anos.
Os dados do IBGE indicam um cenário de recuperação da renda e do emprego, mas reforçam que o crescimento econômico ainda ocorre de maneira desigual entre regiões e grupos sociais.










